Esse é o novo Ford Fusion. Mas espera um
pouco, não se trata apenas de uma reestlização de um carro que vende mil
unidades por mês? Não podemos dizer que
o Fusion trocou de geração, mas também não tem como falar que
se trata de apenas alguns retoques visuais. O Fusion mudou. E
não foi pouco. Além da inédita (para o Brasil) versão V6, o novo Fusion
trocou de motor na opção de entrada. Sai de cena o 2.3 de 162 cavalos e entra
em seu lugar o 2.5 de 173 cv a 6.000 rpm e 22,9 kgfm de torque a 4.000 rpm. Por
representar o maior volume de vendas vamos focar a avaliação, nesta opção.
Além de mais potente, o motor feito com bloco e cabeçote de
alumínio, tem agora comandos variáveis tanto na abertura como na exaustão. Já
os coletores de admissão contam com dutos variáveis e cada cilindro traz uma
bobina de ignição que resulta numa combustão mais precisa e homogênea.
Traduzindo para o português claro: você pisa no acelerador e o Fusion
responde. O torque máximo ocorre a 6.000 giros, mas bem abaixo disso o 2.5
desperta com vigor. Outra novidade tecnológica que colabora para essa sensação
é a transmissão automática de seis marchas. O câmbio anterior tinha cinco. Com
a nova transmissão, a primeira marcha foi encurtada, dando gás ao sedã de 1.700 kg 120 km/h o 2.5 trabalha em
apenas 2.200 rpm. O carro é limitado eletronicamente a 180 km/h . sair forte do
semáforo. Está longe de exibir refinamento de câmbios de dupla embreagem, como
o DSG da Volkswagen, mas as respostas são rápidas. A sexta funciona como
sobremarcha, diminuindo o ruído e o consumo em velocidade de cruzeiro. A
A arquitetura da suspensão não foi alterada. Atrás, por
exemplo, segue a clássica Multilink. Mas o Fusion teve novo
acerto de geometria. As barras estabilizadoras e os amortecedores são novos. A
ideia da Ford era deixar o Fusion com pegada mais esportiva. A
troca da direção hidráulica por uma elétrica é consequência desse objetivo.
Conseguiu ficar esportivo? Nem tanto. É fato que o motorista sente maior
conexão com o piso que no modelo anterior, mas o Fusion segue
como um carro que presa mais o conforto que a esportividade.
Falando em conforto o sedã conta agora com um excelente
sistema de som desenvolvido pela Sony. São 12 alto-falantes, dois subwoofers e
dois amplificadores com potência total de 390W. Os bancos estão com abas
laterais mais largas e o plástico que forra as portas e o painel ganharam uma
dose extra de borracha. O quadro de instrumentos passa a ser iluminado por uma
luz azul esverdeada enquanto os porta-objetos e a parte inferior do painel pode
ser iluminados em sete cores. Você é quem escolhe. Você também comanda, por
meio do computador de bordo, quanto tempo a luz que está embaixo do retrovisor
externo ficará acesa, se o sensor de estacionamento irá ou não apitar e se os
faróis ligarão automaticamente quando o sol vai embora.
A receita visual é simples. 1) Manter a lateral 2)
incrementar o cromado na grade dianteira 3) trocar as lanternas estilo tuning
por outras mais, digamos, conservadoras. Veja as fotos das duas gerações e tire
suas conclusões sobre a evolução ou não do desenho. Segundo João Marcos Ramos,
designer chefe da Ford América do Sul, disse que dada a
importância do veículo no Brasil o estúdio brasileiro deu ideias para o design
do carro. Qual ideia? "A 'sombrancelha' da grade sobre o farol foi uma
ideia que surgiu dos brasileiros e foi aceita pelos americanos", conta
Ramos.
O Fusion 2.5 será vendido em versão única de acabamento (SEL) por R$ 84.900 - cerca de R$ 1 mil a mais que o preço de tabela da anterior. O teto solar elétrico é o único opcional, e a Ford cobre R$ 4 mil pelo item. Se em acabamento a opção é restrita, na de cor há agora 7 escolhas a serem feitas que vão do azul ao vinho, passando, é claro, pelo preto e prata.
O Fusion 2.5 será vendido em versão única de acabamento (SEL) por R$ 84.900 - cerca de R$ 1 mil a mais que o preço de tabela da anterior. O teto solar elétrico é o único opcional, e a Ford cobre R$ 4 mil pelo item. Se em acabamento a opção é restrita, na de cor há agora 7 escolhas a serem feitas que vão do azul ao vinho, passando, é claro, pelo preto e prata.











